Centro de Treino?...Em que moldes?
2009-04-14
Nos bastidores do ténis de competição e alta-competição
nacional, tem-se falado muito na possibilidade de criação de um centro de alto
rendimento nas instalações do jamor, sendo que já foi inclusivé notícia no
"Record" anunciando o mesmo para Abril deste ano.
Pessoalmente penso que uma estrutura deste género poderá fazer falta em Portugal para dar apoio aos diversos atletas que tentam seguir o profissionalismo, e que a partir de um determinado patamar têm a vida muito dificultada por diversos factores já referidos em outras crónicas.
No entanto, o seu enquadramento terá de estar de acordo com as reais necessidades do ténis em Portugal, e com um nível de qualidade mundial nas suas diversas áreas de intervenção, de modo a que os resultados sejam os esperados duma estrutura deste género. Penso que temos de ter uma ideia clara do que queremos atingir, e estabelecer estratégias para o fazer (como), em vez de ver o que dá para fazer com os recursos que temos. Meias condições só dão meios resultados, quer seja em qualidade, ou em quantidade.
Se não soubermos exactamente o que queremos, não podemos saber para onde vamos...
Deixo algumas reflexões pessoais em "voz alta" sobre 20 factores que considero fundamentais para que um projecto de alto rendimento Nacional em Portugal tenha um sucesso consistente, e onde um centro nacional de treino estaria devidamente enquadrado. Haveria certamente mais do que os 20 expostos, no entanto estes são os que na minha perspectiva seriam centrais para arrancar com um projecto de calibre mundial:
1 - Criação de um modelo Nacional
Penso que para atingirmos aquilo que todos queremos, temos de definir a nível nacional o que queremos que um atleta atinja nas diversas vertentes, em cada um dos seus estágios de desenvolvimento. Penso que deveríamos desenvolver um modelo organizado por níveis de ensino, e elaborado pelos nossos melhores especialistas nas diversas áreas, sendo que poderíamos recorrer a consultoria internacional de qualidade de modo a poder "limar arestas" na parte final de elaboração do mesmo.
Um modelo que sirva de guia a todos os clubes e treinadores espalhados pelo país, que ficariam assim a ter uma ideia muito mais concreta do nível dos seus atletas relativamente a uma realidade internacional, sabendo também de uma forma muito mais objectiva qual ou quais os factores a trabalhar com os seus diversos atletas nas suas diversas fases de desenvolvimento. Quem anda regularmente em torneios internacionais de topo sabe qual o nível de "bitola" internacional nos diversos escalões, no entanto estas experiências não estão ao alcance de todos os treinadores, pelo que um modelo devidamente divulgado iria (a meu ver) ajudar a colmatar esta lacuna.
2 - Desenvolvimento de material didáctico associado ao respectivo modelo
De modo a que o modelo acima especificado possa ser divulgado e aplicado nos diversos clubes pelo país, penso que é necessário criar material de apoio de divulgação do respectivo modelo. A criação de livros e de DVD's com imagens dos diversos aspectos a desenvolver e uma consequente proposta de exercícios para o seu desenvolvimento, penso que é vital para uma aplicação eficaz do mesmo com a qualidade que desejamos.
3 - Formação de Treinadores para a sua aplicação - sistema de formação
O sistema de formação de treinadores deveria estar adequado ao respectivo modelo, sendo que numa hipotética divisão do modelo em 6 níveis, cada 2 níveis deveriam estar enquadrados nos 3 níveis actuais na formação de treinadores. O domínio das componentes críticas de cada nível de ensino e os intrumentos (exercícios e testes) necessários ao seu correcto desenvolvimento, seriam os factores mais importantes nos conteúdos dos respectivos cursos de treinadores.
4 - Responsável Nacional pela aplicação do respectivo modelo - fulltime
Após estas fases estarem implementadas, penso que seria de nomear um responsável (treinador de nível 3 que domine as fases todas), de modo a garantir a aplicação do respectivo modelo por todo o país. Este responsável deveria ser alguém que entrasse em colaboração directa com todas as associações, clubes e treinadores do país, de modo a conseguir corresonder às suas necessidades, criando moldes de organização e metodologia do treino para aplicação do modelo nacional.
5 - Colaboração directa com os clubes na base - sistemas de mérito, certificação no trabalho de base, PNDT
Todos os clubes que estivessem a aplicar o respectivo modelo com sucesso (a definir o que se consideraria sucesso), teriam o seu clube certificado pela FPT, recebendo algum benefício directo ou indirecto pela adopção da criação do respectivo modelo
6 - Prémios aos treinadores e clubes que mais investem em formação para competição - quantitativos (clubes) e qualitativos (treinadores)
Os treinadores que mais se aplicam na formação de jogadores, teriam prémios que funcionariam como incentivo para a continuação do bom trabalho realizado. Este prémios seriam oportunidades de contacto internacional quer seja em seminários europeus e mundiais, ou através da presença em torneios internacionais de topo mundial de modo a terem noção real do nível internacional nos diversos escalões, ou através da oferta de presenças em acções de formação e cursos da FPT. Os clubes também seriam premiados pela quantidade de atletas de qualidade que iriam produzido, com publicidade grátis na página da FPT, descontos na compra de material, ou utilização do clube para realização de um curso FPT, em que os treinadores do clube pudessem usufruir do mesmo de graça, etc...
7 - Formação aos pais dos atletas em fase de formação - psicológica e percurso do atleta a curto, médio e longo prazo
Ser pai de um atleta que quer seguir o percurso de alta competição em Portugal, não é fácil por diversos factores já mencionados em outras crónicas. A informação em tempo útil é vital de modo a que os pais possam adoptar as posturas adequadas ao desenvolvimento do respectivo filho/a. Os pais querem sempre o melhor para os filhos, pelo que é necessário dotá-los de instrumentos de modo a que possam ajudar os mesmos em vez de (muitas vezes) prejudicarem-nos involuntariamente. Acções de formação para os pais dos melhores atletas, enquadradas em conjunto com os estágios nas idades mais precoces, penso que poderiam ser altamente benéficas para o desenvolvimento harmonioso no nosso ténis. Já há países a fazerem o mesmo com sucesso, e não será por acaso que a ITF já tem há muitos anos um pequeno livro intitulado de "Como ser um melhor pai de um tenista".
8 - Sistema escolar e sua adaptação ao regime de treinos e viagens
Quando os atletas atingem um determinado patamar no ténis de competição, as semanas que têm de passar em viagem são muitas e colidem enormente com o sistema escolar habitual, que infelizmente é o único em Portugal. Neste momento, alguns dos nossos melhores atletas juvenis estão em modelos de ensino internacionais, em escolas online ou por correspondência que permitem uma organização muito melhor entre treinos e aulas, algo vital num desporto como o ténis que exige muitas semanas de viagem. Estes modelos de ensino ainda só estão disponíveis (com boa credibilidade) em línguas como a inglesa, a francesa ou a espanhola, sendo que não há ainda nada na língua Portuguesa que seja devidamente acreditado pelo Ministério da Educação Português. É de vital importância que seja criado um modelo deste género, aplicado às diversas modalidades desportivas em Portugal de modo a ir de encontro a esta necessidade. Mesmo nos sistemas mais flexíveis em Portugal, os atletas quando voltam de um período de treinos ou torneios fora do país, são bombardeados com testes e trabalhos, baixando automaticamente o rendimento nas semanas seguintes e quebrando muitas vezes o trabalho realizado. A opção do estudo à noite não me parece viável para jovens de 12/13/14/15 anos, por razões já expostas na crónica do Pedro Bivar. Seria mais saudável (a meu entender) uma opção de manutenção dentro de um enquadramento escolar com miúdos da mesma idade, num sistema online em que quando o atleta estivesse na "base" iria à escola dentro de horários adaptados ao seu sistema de treino e com a presença de um tutor/professor que os ajudasse nas tarefas, e quando estivesse em viagem teria de fazer um determinado número de fichas das diversas disciplinas.
9 - Apoio individual financeiro a atletas de grande qualidade e potencial que optem por realizar um percurso individual, desde que em determinado enquadramento
Há países que apesar de terem centros de treino em funcionamento, não relegam para segundo plano os apoios individuais a projectos de sucesso, ou com grandes probabilidades de terem sucesso. Os atletas que optam por não treinar dentro dos regimes do centro de treino da Federação a full-time, são apoiados financeiramente desde que se mantenham dentro de determinados pressupostos. Estes pressupostos incluem o enquadramento técnico de qualidade, uma carga horária de treinos achada adequada, uma calendarização adequada bem como a realização períodica de testes aos diversos níveis. Estes atletas poderão usar as estruturas do centro de treino sempre que for conveniente dentro do seu programa
10 - Apoio técnico em áreas específicas de treino
Dentro de uma estrurtura de centro de treino, é vital que haja apoio especializado a áreas tão diversas como a Nutrição, a psicologia do desporto, a biomecânica, a preparação física, a análise de jogos (táctica e estratégica), Medicina desportiva, fisioterapia, massagista, etc... É fundamental que os atletas acima especificados também tenham acesso à consulta com os especialistas em causa, e que estes estejam em contacto permanente com os escalões etários que ainda não fazem parte do centro de alto rendimento, mas cuja evolução é fundamental para o futuro do nosso ténis e consequentemente para a manutenção das respectivas estruturas.
11 - Apoio em consultoria específicia sobre calendários e programação com treinadores experientes nos diversos circuitos
Quando falamos dos escalões etários de idade mais precoce, é fundamental prestar acessoria aos respectivos, clubes, pais e treinadores sobre qual o caminho a seguir tendo em conta a idade e nível do respectivo atleta. Para além do modelo de ensino, é vital que o apoio de alguém experiente na federação seja usado tendo em vista o aconselhamento sobre opções de calendário, de modo a que o atleta esteja a jogar torneios de nível adequado para o seu desenvolvimento sustentado. Isto faz poupar tempo, dinheiro, e torna o processo de desenvolvimento muito mais suave. Na realidade este é um factor que já se passa quase involuntariamente, sendo que um treinador quando está a pensar em ir para lgum torneio com algum atleta, geralmente fala com outro que já lá esteve recentemente para saber opiniões do mesmo sobre o local, no entanto, penso que um aconselhament deveria ser numa lógica de programação plurianual, principalmente para treinadores com pouca experiência internacional. Há muitos erros que se cometem numa fase inicial da carreira de treinador que podem e devem ser evitados através de um sistema de aconselhamento, ou de um sistema tutorial de qualidade. Com isto apenas os atletas têm a ganhar, e consequentemente o ténis nacional
12 - Adequação do calendário competitivo nacional e internacional ao percurso preconizado para o alto rendimento (e não só) e criação de eventos de exposição mediática dos diversos patrocinadores envolvidos no projecto em causa
Um vez desenvolvido um projecto e um modelo, é necessário criar situações de exposição desse mesmo projecto de modo a dar visibilidade a patrocinadores. Esta vertente do projecto deveria ser desenvolvida em parceria com uma equipa de marketing, tentando procurar (ou criando) eventos aos quais a FPT pudesse estar associada de modo a promover a sua imagem e a dos seus patrocínios.
Por outro lado, o número de competições e a localização das mesmas no calendário deveria estar enquadrada com aquilo que queremos atingir a nível internacional. Não é possível por exemplo ter os melhores juniores e seniores num campeonato nacional realizado na 1ª ou 2ª semana de Setembro, sabendo que este colide com o US Open de juniores e seniores. A não ser que não tenhamos como objectivo ter atletas nos melhores torneios do mundo da sua idade. Devemos organizar o calendário e criar incentivos de modo a que os melhores e mais mediaticos atletas portugueses possam jogar os melhores torneios em Portugal e ajudar assim a aumentar a visibilidade mediática dos respectivos eventos.
O facto do campeonato nacional de sub 14 colidir com um dos eventos mais importantes de sub 14 na Europa, que a maioria das selecções joga tendo em vista a preparação para um Europeu individual; a realização de várias provas femininas em simultâneo (em vários escalões), quando sabemos que as atletas que os jogam são as mesmas desde dos sub 16 (e muitas vezes 14), são factores que penso que devem ser mais ponderados. Isto só para enumerar algumas das situações que penso que devemos ter em conta quando pensamos um calendário a nível nacional.
A criação de mais torneios internacionais em Portugal dentro de uma estratégia estabelecida a nível nacional e tendo em vista a facilitação da entrada dos atletas portugueses nos rankings internacionais, bem como uma rentabilização de recursos trazendo o nível a Portugal em vez de termos de o ir buscar mais vezes lá fora, pode ser outro aspecto a considerar.
13 - Criação de um percurso competitivo paralelo para os atletas que não consigam ou não queiram seguir um percurso profissional internacional
É fundamental manter as pessoas ligadas ao ténis em todos os níveis. Há determinados países que mantéem competições de interclubes regulares para todos os níveis ao longo do ano, e que fazem com que todos treinem para se preparar para as mesmas nos diversos escalões etários. Há outros que têm competições internas organizadas por níveis sendo que os melhores de um nível vão passando para o nível acima e mantendo sempre um nível competitivo adequado ao desenvolvimento e motivação do respectivo atleta. É fundamental manter ligados à modalidade os atletas que não atingem níveis mais altos, e que seguem outras carreiras, sejam elas ligadas ou não ao ténis. Estes poderão vir a ser um apoio bastante forte à modalidade, ajudando ao seu desenvolvimento nas suas diversas vertentes
14 - Uso dos diversos recursos humanos existentes em Portugal associado-os ao projecto para criação de um portfólio para angariação de patrocínios - contractação de um especialista ou empresa em marketing
Num país que já começa a ter algumas referências humanas a nível internacional, é de vital importância associá-las ao projecto em causa de modo a que o mesmo possa mais facilmente ganhar credibilidade e visibilidade, utlizando esse factor como estratégia para angariar patrocínios globais, fazendo com que uma parte dos mesmo reverta a favor das respectivas "figuras" que ajudam a tornar o projecto viável do ponto de vista financeiro. Tal com dito anteriormente relativamente aos eventos, esta estratégia deveria ser desenvolvida por um especialista em marketing que preferencialmente conheça a realidade do desporto de alta-competição.
15 - Criação de um site profissional (ou acordo com um existente) e visualmente atraente e completo, onde fosse exposta toda a informação relevante sobre o ténis nacional. Organização de links com outras federações, nomeadamente a Brasileira
Penso que algo como a criação de um ranking mensal nos diversos escalões, com actualização online, seria algo fundamental na dinamização do nosso ténis. A criação de laços com o Brasil penso que seria fundamental. Quando estive em São Paulo no lançamento do meu livro "Sucesso no Ténis", reparei no mercado que está aberto no Brasil para a colaboração de qualidade, que penso que será benéfico para os dois países.
16 - Criação de uma revista de divulgação do ténis (ou acordo com a única existente)
É fundamental dar visibilidade a todas as acções desenvolvidas pela FPT e pelos agentes do ténis, bem como aos respectivos patrocinadores das diversas vertentes do projecto. Os eventos e as figuras seriam de vital importância, mas penso que o site e a revista são igualmente vitais numa sociedade de informação. Assim, na minha perspectiva, seria fundamental mais uma vez aproveitar as estruturas já montadas e chegar a um acordo com a única revista de ténis publicada em Português, de modo a desenvolver um projecto que seja benéfico para ambas as partes
17 - Criação de estágios temáticos de uma semana nos escalões de sub 10 e sub 12, e aproveitamento do mesmo para realização de formação para os respectivos treinadores e pais dos atletas em causa com base no exposto em pontos anteriores
Dentro da implementação do modelo exposto no ponto 1, seria de criar estágios temáticos nos escalões mais novos de modo a desenvolver competências nos atletas e nos treinadores em determinadas áreas do jogo/treino, ajudando assim a disseminar o conhecimento e ajudar a torná-lo o mais aplicativo possível. Para isto seria de recorrer a um especialista em cada uma destas áreas que seria o responsável pela organização do estágio respectivo. Os treinadores dos atletas presentes ficariam totalmente enquadrados nos respectivos temas, aproveitando estes períodos para dar formação aos pais, tal como exposto no ponto 7. Estes estágios seriam rotativos e uma das funções fundamentais de um centro de treino, a par do apoio aos atletas internos e externos enquadrados em projectos individuais. Penso que em sistema rotativo pelos diveros escalões deveria ser realizado pelo menos 6 semanas anuais para cada escalão etário, colocando os melhores do país a treinar ao lado dos melhores dos escalões acima, cruzando de vez em quando de modo a desmistificar e desenvolver a confiança nos escalões mais novos.
18 - Criação de circuitos internos fortes nos diveros escalões
Tal como existe o circuito CIMA para os Seniores, penso que deveriam existir circuitos idênticos nos restantes escalões, com prémios associados ao ténis, entre os quais os expostos no ponto 19.
19 - Criação de um sistema de atribuição de wildcards tendo em vista a facilitação de entrada nos principais circuitos mundiais, dos nossos melhores e mais bem enquadrados valores
Dentro das ideias apresentadas no ponto 12 e no ponto 18, deveriamos adequar o calendário competitivo de modo a que os vencedores de circuitos nacionais tenham acesso a convites para participação em quadros de torneios internacionais, aumentando assim o nível de oportunidades aos jogadores nacionais, bem como o nível de competitividade interna, sendo que alguns dos nossos melhores valores iriam provavelmente jogar mais em Portugal de modo a tentarem conquistar essas mesmas oportunidades. Isto também ajudaria a selecionar talentos para a modalidade a partir de determinados escalões, nomeadamente do ponto de vista psicológico, conseguindo perceber aqueles que lidam melhor com a pressão de uma forma constante. A federação Australiana realiza um sistema semelhante para a atribuição de convites para o Australian Open.
20 - Um responsável nacional pelo projecto, que esteja em dedicação exclusiva ao mesmo apoiado por uma estrutura federativa profissionalizada (com um presidente que seja um gestor a full-time) que consiga responder às solicitações de um projecto deste género em tempo util, dando credibilidade a todos os patrocinadores e personalidades envolvidas.
Penso que não levando em conta pelo menos estes factores, não estaremos a atacar os aspectos que são necessários para um desenvolvimento sustentado tendo em vista uma competição mundial cada vez mais exigente.
Autor: Coutinho, César
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(3 comentários)
2009-04-15 10:38:47 | Pedro Perry
Excelente crónica.Creio que todos estes pontos têm fundamentação.
Quanto aos valores envolvidos, claro que são enormes, mas ou se faz e se faz bem ou realmente não vale a pena. Continuam todos como estão a treinar cada um para seu lado e com as condições que vão conseguindo reunir em seu redor.
Parabéns pela crónica.
2009-04-14 22:26:48 | Joao Aldeia
Não sendo um conhecedor profundo do ténis profissional e internacional, parece-me uma avaliação bem conseguida sobre esta temática, contudo um técnico com mais afinidade com a realidade do ténis de competição, poderia eventualmente conceber opiniões divergentes nalguns aspectos. Seria inclusive uma forma de aperfeiçoar o projecto. Seria interessante e proveitoso que alguma desinibição permitisse conhecer a opinião de outros técnicos com responsabilidades na modalidade ou não e aqui alargar o debate.Acho ainda que é uma obra de grande envergadura (tal como refere o César "de calibre mundial") e que quase assusta. Um projecto que a ser desenvolvido fielmente, teria provávelmente na conjuntura actual de ser desenvolvido por vários anos, devido às várias condicionantes de ordem económica e assessoria técnica a vários níveis.
Será que o César contabilizou os custos?
Será que uns vão dizer que é muito caro e não se pode fazer?
Será que outros vão dizer, que senão se pode fazer assim, então é melhor não fazer nada?
Então vai continuar tudo na mesma?
Face ao exposto, considero (tal como em tempos referi num comentário a uma outra crónica do César) que urge alterar a ordem numérica aqui seguida e intransigentemente colocar o ponto 20 na primeira posição.
2009-04-14 22:13:52 | Joao Aldeia
Acho ainda que é uma obra de grande envergadura (tal como refere o César "de calibre mundial") e que quase assusta. Um projecto que a ser desenvolvido fielmente, teria provávelmente na conjuntura actual de ser desenvolvido por vários anos, devido às várias condicionantes de ordem económica e assessoria técnica a vários níveis.Será que o César contabilizou os custos?
Será que uns vão dizer que é muito caro e não se pode fazer?
Será que outros vão dizer, que senão se pode fazer assim, então é melhor não fazer nada?
Então vai continuar tudo na mesma?
Face ao exposto, considero (tal como em tempos referi num comentário a uma outra crónica do César) que urge alterar a ordem numérica aqui seguida e intransigentemente colocar o ponto 20 na primeira posição.



