Deus Federer inspira tenistas portugueses
2010-05-07
Tal como se esperava, o facto de Roger Federer pisar os courts do Jamor
é sinónimo de enchente e recordes em termos de assistência. Toda a classe e
carisma do suíço parecem inspirar o público português, que apesar da actual
crise financeira, continua a marcar forte presença no Estoril Open.
Tal como se esperava, o facto de Roger Federer pisar os courts do Jamor é sinónimo de enchente e recordes em termos de assistência. Toda a classe e carisma do suíço parecem inspirar o público português, que apesar da actual crise financeira, continua a marcar forte presença no Estoril Open.
Mas quem também parece ficar inspirado com o número um mundial são os tenistas portugueses que, a par de 2008, realizam a melhor participação de sempre no torneio português. Coincidência ou não, a verdade é que as melhores prestações dos tenistas lusos aconteceram quando Federer veio a Lisboa.
Comecemos por Rui Machado. Com a garra e dedicação do costume, o número um nacional começa a tornar-se, a cada dia que passa, um tenista mais agressivo. É certo que Nicolas Massú já não é aquele jogador temível, que chegou a número nove do mundo e venceu os Jogos Olímpicos. Mesmo assim, continua a ser um grande feito. Ljubicic desistiu? A sorte parece andar mesmo do lado dos portugueses.
Já Leonardo Tavares usou toda a experiência que tem sido transmitida por Nuno Marques ao longo destes anos de trabalho.
Mas penso que a grande notícia veio com os triunfos de Michelle Brito e Frederico Gil. Os dois atravessavam uma má fase e souberam aproveitar bem a oportunidade de actuar em casa. Em caso de vitória, Rui Machado e Frederico Gil teriam encontro marcado nos quartos-de-final. Seria demasiado optimista esperar um português nas meias-finais? Não custa sonhar.
Um torneio que promete. É esperar para ver. Quanto a Roger Federer, que depois da derrota na primeira ronda em Roma deixou os seus fãs com um certo receio, parece não ter retirado este sentimento aos seus adeptos, mesmo após o triunfo na estreia do Estoril. Eu aposto todas as minhas fichas no suíço, mas precisará de subir o seu nível de jogo já na próxima ronda.
Autor: Vieira Larossa, Luciano
Para comentar esta crónica registe-se aqui
Não existem comentários.


